Associação Budokai Shotokai de Portugal

Representante Oficial da Nihon Karate Do Shoto-kai

Editorial nº4

As três vontades

Diz-nos a sabedoria dos nossos antepassados e confirma-nos a nossa experiência (mesmo a dos mais novos) que, muitas vezes, vale mais meditarmos sobre aquilo que os outros dizem ou expressam do que na tentação de dizermos ou criarmos coisas novas não passarmos de balbuciadores de coisas inúteis.

Assim sendo, se juntarmos a vontade expressa pelo nosso Mestre António Cunha no seu editorial do Boletim nº1 "...Espero, portanto, que esta nossa revista cumpra estes objectivos e se torne, no futuro, um veículo privilegiado de comunicação entre todos.", à vontade do nosso muito carinhoso e amigo Engenheiro Bezerra, Presidente da Mesa da Assembleia, no Boletim nº2 "...gostaria de fazer renascer em vós ... uma energia forte e catalisadora... Os nossos actos quando verdadeiros e inteligentes, contribuirão continuadamente para a construção do homem são e solidário..." e estas à vontade do nosso veterano colega e profundo estudioso destas artes e filosofias implícitas, Armando Pinto contida no Boletim nº3 "Do tem um sentido superior no nosso treino ..., mas acima de tudo, de nos desenvolvermos física e espiritualmente enquanto pessoas.", teremos a calda necessária e mais do que suficiente para percebermos que a prática do nosso estilo não pode circunscrever-se (sob pena de se deturpar e esvaziar assustadoramente) aos exercícios, movimentos, lutas, ou o que mais quisermos, mas sim abrir-se a tudo que nos diz respeito desde o mais ínfimo pormenor (como seja por exemplo...) até a situações que pela sua complexidade exigem de nós muita concentração e resitência.

Deste modo e neste editorial do Boletim nº4 proponho-vos que retomem os boletins anteriores e calma e concentradamente os releiam (para aqueles que já o leram). Para os que nunca os leram façam-no atentamente. Se na vossa memória se avivou algo do que releram então os boletins cumpriram a função para que foram criados, caso contrário meditem no que está escrito e, sem sobressaltos retenham o que vos parece ser útil. E leiam quantas vezes as necessárias até que encontrem o que procuram.

Assim procedendo, garanto-vos, estamos (talvez sem por isso dar conta) a seguir a orientação que o nosso Mestre António Cunha tenta constante e pacientemente dar às aulas que nos ministra.


Um abraço do amigo

António Seabra (3º Dan)